Em julho de 2009, seis empregados da Caixa Econômica Federal foram presos, depois de descoberto um esquema fraudulento que desviou R$ 13 milhões da instituição financeira para a quadrilha. Nesse mesmo ano, funcionários do departamento de marketing do Banrisul foram detidos pela Polícia Federal, acusados de roubarem R$ 10 milhões utilizando operações de superfaturamento em materiais publicitários. Casos como esses acontecem aos montes, independente do porte das empresas e dos controles internos utilizados para evitar situações dessa natureza. E todas essas ocorrências são resolvidas no âmbito interno das empresas, através dos instrumentos legais e de coerção policial.
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - Ecad não está imune a eventuais tentativas de fraudes, assim como qualquer outra empresa que movimente cifras elevadas e conte com um quadro numeroso de funcionários. O que difere o Ecad de qualquer outra organização comercial, no entanto, é a exploração política que se faz sempre que algum ato isolado é detectado.
Não importa se todos os procedimentos corriqueiros a este tipo de situação são tomados. Talvez pela própria natureza da entidade, e dada a importância dos interesses dos envolvidos - autores, compositores, músicos, entre outros artistas - eventuais deslizes e má conduta isolados ganham manchetes e pedidos de CPI.
O pano de fundo dessa questão não é moral. É econômico. E o que está em jogo é a luta pelo direito de receber o que os criadores entendem ser justo pelo uso de suas músicas por poderosos conglomerados de comunicação, empresas prestadoras de serviços de televisão por assinatura, provedores de conteúdo, diversos tipos de usuários de música.
Lamentavelmente, essas grandes empresas usam do seu poder de fogo como detentoras do monopólio da comunicação no País e naturais influenciadoras da opinião pública para disseminarem informações incorretas e tendenciosas, que só servem para defenderem o direito que julgam possuir contra o dos artistas que com suas músicas valorizam as suas grades da programação.
Buscam ainda através da divulgação de notícias difamatórias, instrumentalizar o Congresso Nacional, induzindo alguns políticos ao erro de querer tratar casos envolvendo uma entidade privada - e resolvidos em fórum adequado - em escândalo passível de Comissão Parlamentar de Inquérito.
O Ecad, no legítimo direito de restabelecer a verdade, não se calará. E é por esse motivo que a verdade se restabelece aqui, ao longo desta página.